La Fratella

Atualizando a galera da minha vida em Milão.

Sunday, April 16, 2006

Corpo em Decomposição

Essa semana a Gi veio me visitar e fomos juntas à Triennale. Na entrada, vi essa imagem chocante e não pude deixar de rezar pela alma da minha pequena e esquartejada bicicleta.

Monday, April 10, 2006

Punida por maus tratos

Metade dos meus bens aqui em Milano são heranças. Posso dizer que fui muito sortuda em receber os dotes deixados por amigos queridos em suas partidas...

Mas essa semana foi marcada por um item em especial. A minha querida bici doada pela Re em sua partida.

Ela me deu a bici um tanto velhinha. Achei ótimo, é o meio de transporte mais adequado pra quem mora no centro. Mas como ainda tava começando o inverno e é impossível pedalar a menos de 15 graus, ela ficou parada presa ao poste em frente a minha casa.

E lá ficou todo o mês de Dezembro... Fui pra Holanda, Espanha e ela continuou atada ao poste na minha esquina. Até que começou a nevar... E ela continuou no mesmo lugar.

Confesso que sentia um pouco de culpa de não coloca-la na minha varanda, mas o frio, a neve e o tamanho do meu elevador não me entusiasmaram.

Fui pra Roma em Janeiro. Começava uma obra de tubulação em frente a minha casa. Voltei num domingo, tinha um imenso burado do 6 metros de diâmetro e no centro havia uma ilha: minha bike presa ao poste!!!

Segunda-feira acordei e ouço o barulho da britadeira. Cacetaaaaaaaaaaaa!!! Minha bici! A cena era linda: os caras lá em baixo praticamente arrancando o poste pra tirar a bendita do caminho.

Saí correndo e cheguei lá esbaforida dizendo que eu era a dona. Só faltou o brinde e Aleluia ao fundo. Os peões quase se abraçaram. Eu, morrendo vergonha, falei que tinha acabado de chegar de viagem. Infelizmente na correria perdi a foto, que ia ser magnífica.

Levei a magrela pra minha varanda e lá ela ficou esperando a primavera.

E finalmente ela chegou!!!

Percebi que a bichinha tinha meio freio da frente e zero de trás, o banco tava rachando e tal. Mas ela me levava pra qualquer lugar. Aproveitei um domingo de sol e fui encontrar uns amigos na Triennale*. Prendi ela na cerca e só voltei de novo pra me despedir, afinal voltei pra casa de metrô.

Terça fui numa festa na Triennale, dei um oi pra bici. Tava ela lá meio tristinha, mas chovendo, continuou lá.

No resto da semana, Salone. Quem ia lembrar dela?

Sábado me irritei, fui ao seu resgate. Fui caminhando, planejando aonde ia consertar, como ia chorar o desconto, etc... Cheguei perto e vi o guidom, alívio ela ainda tava lá. Cheguei mais perto e com uma pontada no meu peito
percebi que num tinha uma roda. Robaram minha rodaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A roda custa uma inteira nova. snif...

Deixei seu cadáver lá mesmo. Pelo menos poderei visitá-la e repensar minha atitude cada vez que eu for ao templo do design em Milano.

Friday, April 07, 2006

Salone del Mobile 2006

Todo ano em Abril tem o evento mais importante de design de móveis do mundo. É claro que é em Milão, considerada a capital do design.

Menos de uma semana de um milhões de eventos, dentro e fora da fiera. Um caos maravilhoso pra arquitetos, designers, artistas e interessados.

Estou no terceiro dia e prometo um bom resumo do que vi e vivi nessa edição.

Por enquanto, tenho que correr. Pra festa. ;)

Tuesday, April 04, 2006

Enfim, primavera!!!



Terça-feira de Sol e calor em Milão. Calor como eu nunca tinha sentido aqui. Senti a emoção de não usar casaco!!!!

Acho que quem não morou longe dos trópicos não pode saber a emoção que é ver árvores com folhas, depois flores e enfim sentir que o sol esquenta. Quase chorei. huahauha

Aproveitei o dia lindooooooooo e saí com a Mano pra fazer um giro numa mostra de arte contemporânea. A mostra em si nem era lá grandes coisas, fora que me perguntaram se eu era alemã. Sem comentários.

A mostra mais longe que fomos, na tal Fabrica di Vapore tava fechada. Aproveitamos e almoçamos salada fresquinha num restaurante na zona chinesa. Tomamos cerveja que desceu como chopp no BG.

Mudamos de área, conheci uma loja de roupas de alta costura japonesa e umas outras lojas cheias de coisas lindas e originais.

Terminamos a caminhada de um dia inteiro com um sorvete maravilhoso e a noite ainda rolou um aperitivo com a galera da Domus.

Começou o ano.

Amnésia Bolognesa

Esses dias, falando com o Marco de Bologna, lembrei de três passagens que não podem deixar de ser registradas no meu tão querido blogg...

1)Perdi meu brindo de pérolas, tô arrasadíssima e não tem um só dia que não lembre do bendito. Não sei pq, mas perder brincos em viagens é um outro costume peculiar meu. O pior é que esse era o único que não me dava alergia!!! Arg!!!!!!!!!!!!

2)Estava andando de bus com Marco, Paz (o anarquista) e Davide, o amigo arquiteto brasileiro. Eu odeio andar de ônibus sem bilhete, fico na maior paranóia que vai chegar o controlador e não consigo relaxar... Bem, estava contando isso pra eles e mandando uma linda lição de honestidade. O Davide e eu fomos os únicos a quererem pagar. Percebemos que só tínhamos 1 euro trocado e cada bilhete custa 1. A figurinha que é esse cara, comprou o bilhete, rasgou em dois e me deu a metade. Podia ainda ser multada e tal, mas não me estressei mais com o assunto. huahauhahau

3)No final da viagem, correndo pra pegar o trem e bateu aqueeela larica. Pensei McDonald's mas desde que achei um parafuso no meu McFish no Rio, comer lá é contra os meus princípios. Pedi uma pizza daquelas em fatia gigante na estação mesmo. Tô queimando a boca pra tentar comer quando chega a porcaria do trem na minha frente. Resolvi botar a mochila e quando vou passar o braço na alça sinto que dou uma cotovelada em algo. Quando me viro, só deu tempo de ver a linda pizza da menina do meu lado voando inteira pro chão. hauhauhauahuhau Naturalmente paguei pela pizza voadora. hauhauhauah Mesmo assim, nada abalou minha viagem!!!! Bologna é tutto!